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NOTA CONTRA PARECER 001 DA AGU

A Mobilização Nacional Indígena (MNI), espaço de articulação de organizações indígenas, indigenistas e ambientalistas, com o apoio de outras organizações da sociedade civil, abaixo assinadas, vêm a público manifestar uma vez mais o seu profundo repúdio à posição intransigente do atual governo no ataque aos direitos dos povos originários deste país. Desde que assumiu o seu posto como chefe do Executivo nacional, Michel Temer tem promovido uma política indigenista subserviente aos interesses do capital, principalmente da bancada ruralista do Congresso Nacional, e dirigida à violação das garantias previstas na Constituição. A manifestação mais clara destas suas intenções veio a público com as digitais do próprio Presidente da República e de sua Ministra, a Advogada Geral da União, Grace Mendonça: o Parecer Vinculante nº 001/2017.
Publicado em julho de 2017, o referido Parecer transforma em regra a tese político-jurídica do marco temporal – segundo a qual só poderiam ser demarcadas as terras que estivessem sob posse das comunidades indígenas na data de 5 de outubro de 1988 – legalizando e legitimando o esbulho, a violência e as violações de que os povos indígenas foram vítimas antes de 1988.

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Protocolos de consulta serão discutidos em oficina em Belém

RCA é uma das promotoras da oficina que discutirá ferramentas jurídicas e tecnológicas para a gestão territorial na Amazônia, reunindo índios, comunidades tradicionais e especialistas

Nos próximos dias 06 e 07 de agosto de 2018, como evento especial do XVI Congresso da Sociedade Internacional de Etnobiologia, acontecerá a Oficina “ Povos da Floresta: Conexões e Autodeterminação: Ferramentas Jurídicas e Tecnológicas para a Gestão Territorial na Amazônia”. O evento ocorre no Auditório do NAEA, na Universidade Federal do Pará (UFPA – Av. Perimetral, 1 – Guamá, Belém – PA, entrada portão 3, Augusto Correa 01, setor profissional).

Estarão reunidas lideranças indígenas dos povos Baniwa, Galibi Kalina, Galibi Marwono, Juruna, Karipuna, Katxuyana, Kayapó, Manoki, Manoki, Matsigenka, Munduruku, Myky, Nambikwara, Palikur, Rikbaktsa, Suruí, Tukano, Waimiri-Atroari, Wajãpi, Wapixana, Xavante, and Yine; representantes do Ministério Público Federal, especialistas de Ongs e de organizações governamentais, e pesquisadores acadêmicos.

A oficina visa facilitar a troca de experiências,  a aprendizagem coletiva e o fortalecimento político de redes e coletivos de povos indígenas, populações tradicionais, sociedade civil e apoiadores, no âmbito da gestão territorial integrada de Terras Indígenas, áreas protegidas, e áreas ocupadas por populações tradicionais na Amazônia. Representantes de povos indígenas e comunidades tradicionais terão a oportunidade de compartilhar suas experiências utilizando ferramentas tecnológicas para o monitoramento e proteção de suas terras, bem como processos de resistência, protagonismo e exercício do direito à consulta livre, prévia e informada através da construção de protocolos de consulta.

No dia 06 de agosto, a partir das 14:00 hs, será realizado um mapeamento participativo de experiências de gestão territorial, seguida de uma feira de experiências e compartilhamento de ferramentas e estratégias de gestão. No dia 07 de agosto, a partir das 8:30 hs, haverá dois painéis: Painel Ferramentas Tecnológicas para o monitoramento e gestão territorial e o  Painel Ferramentas Jurídicas e Protocolos de Consulta.

Essa oficina é uma oportunidade importante para reunirmos  e debatermos diferentes estratégias em curso para a defesa dos territórios indígenas e de comunidades tradicionais na Amazônia, com foco na gestão territorial e na defesa de direitos das populações tradicionais. Vamos ter a oportunidade de compartilhar processos de protagonismo político num momento em que esses povos, seus territórios e direitos estão sob forte ataque de setores do agronegócio e do governo. Os Wajãpi do Amapá, os Munduruku do Tapajós e os Juruna da Volta Grande do Xingu vão relatar como elaboraram seus protocolos de consulta prévia, como estão sendo utilizados e os desafios para tornarem efetivo o direito à consulta prévia, livre e informada no Brasil”, afirmou Luís Donisete Benzi Grupioni, um dos coordenadores da oficina e atual secretário executivo da RCA.

Na ONU, organizações solicitam assistência de peritos para Brasil cumprir com recomendações sobre povos indígenas

Na manhã da última terça-feira, 10 de julho, o secretário executivo da Rede de Cooperação Amazônica – RCA, Luís Donisete Benzi Grupioni, solicitou ao Mecanismo de Peritos sobre os Direitos dos Povos Indígenas, órgão subsidiário do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, assessoria técnica para “facilitar o diálogo entre povos indígenas e o governo brasileiro para a implementação das 34 recomendações sobre povos indígenas aceitas pelo Brasil, durante a Revisão Periódica Universal (RPU) do país, realizada no ano passado”.

A solicitação feita em nome de organizações indígenas e indigenistas brasileiras ocorreu durante o 11º. Período de Sessões do Mecanismo de Peritos sobre os Direitos dos Povos Indígenas, que esteve reunido em Genebra, Suíça, entre os dias 9 e 13 de julho. Atualmente presidido pela brasileira Érika Yamada, o mecanismo foi criado em 2007 e proporciona assessoria temática a respeito de questões indígenas ao Conselho de Direitos Humanos, realizando estudos e trabalhos de pesquisa, bem como propondo recomendações para que o Conselho as examine e aprove.

Passado quase um ano do processo de revisão do Brasil no Conselho de Direitos Humanos, “não registramos avanços na implementação das recomendações que o país recebeu e voluntariamente aceitou, razão pelo qual se justifica o pedido de assistência técnica, tanto para facilitar o diálogo entre governo e organizações da sociedade civil, quanto para construir instrumentos de acompanhamento e indicadores sobre as recomendações aprovadas”, afirmou o Secretário da RCA.

A solicitação apresentada no plenário do Conselho de Direitos Humanos da ONU foi reforçada pela delegação brasileira da RCA presente em Genebra, em encontro posterior com a Embaixadora Maria Nazareth Farani Azevêdo, que chefia a Missão Permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas e demais organismos internacionais em Genebra.

Leia aqui o pronunciamento oral da RCA na ONU

Protocolos de Consulta Prévia em pauta na ONU

Na ONU, Ianukula Suia Kaiabi, liderança do Parque Indígena do Xingu, afirma que governo brasileiro não consulta sobre obras de infraestrutura já instaladas ou em operação, dentro e fora de seu território.

“Nosso território está intensamente cercado por estradas, pequenas centrais hidrelétricas e plantações de soja. Apesar dos graves impactos que temos sofrido, o governo continua se negando a consultar as muitas obras de infraestrutura planejadas dentro e fora do nosso território”, afirmou Ianukula, durante a sessão do Mecanismo de Experto sobre Direitos dos Povos Indígenas que discute um estudo sobre consentimento livre, prévio e informado, em Genebra, Suíça.

Em seu pronunciamento oral na tarde desta segunda-feira, 9 de julho, Ianukula falou também sobre os protocolos próprios de consulta prévia elaborados por povos indígenas e comunidades tradicionais.

“O objetivo dos nossos protocolos é informar ao Estado a forma que consideramos adequada para nos consultar, nossos representantes legítimos e o que esperamos como resultado de um processo de consulta e consentimento. Os protocolos de consulta elaborados, discutidos e pactuados de forma autônoma por cada povo são instrumentos que deixam explícitas nossas regras de governança interna para tomar decisões, para dialogar com as diferentes instâncias do Estado e para implementar nossos acordos dentro e fora de nossos territórios. Por isso exigimos que nossos produtos sejam reconhecidos e respeitados”.

O primeiro tema da agenda de trabalho do Mecanismo de Peritos foi a discussão de um estudo realizado sobre consentimento livre, prévio e informado. No rascunho,  colocado em discussão no plenário do Conselho de Direitos Humanos, os peritos da ONU recomendam que os Estados devem respeitar os protocolos indígenas existentes e promovê-los como” medida fundamental para preparar os povos indígenas para sua participação nas consultas com os Estados, assim como para o bom funcionamento dessas consultas”.

Ianukula Kaiabi integra a delegação da Rede de Cooperação Amazônica que esta semana participa do 11o. Período de Sessões do Mecanismo, no Conselho de Direitos Humanos.

A delegação da RCA é integrada por Bel Juruna, da Volta Grande do Xingu, Biviany Rojas (do ISA), e pelo Secretário executivo da RCA, Luis Donisete Benzi Grupioni. O grupo permanece em Genebra até o próximo dia 13 de julho participando das sessões no Conselho de Direitos Humanos da ONU, e amanhã realizam o evento “Experiências de autonomia política e diálogo intercultural no Brasil: protocolos autônomos de consulta e consentimento livre, prévio e informado”, que contará com a participação de Érika Yamada, eleita no início da sessão, no dia 9 de julho,  para a presidência do Mecanismo de Povos Indígenas da ONU.

RCA promove evento sobre protocolos de consulta prévia na ONU

No próximo dia 10 de julho, às 13:15 em Genebra/Suiça, a RCA promove o evento “Experiencias de autonomía política y diálogo intercultural en Brasil. Protocolos autónomos de consulta y consentimiento libre, previo e informada”, como parte das atividades paralelas da 11º Período de sessões do Mecanismo de Expertos sobre os Direitos dos Povos Indígenas (EMRIP), junto ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Neste evento, a RCA pretende dar visibilidade e discutir experiências indígenas de elaboração de protocolos autônomos de consulta e consentimento na Amazônia brasileira, em que povos e comunidades indígenas explicitam suas regras de tomada de decisões e de representação política, assim como informam ao Estado quais são as formas, regras de conduta e procedimentos que cada um deles consideram adequadas para  serem consultados. Os protocolos vêm demostrando ser um poderoso instrumento de qualificação dos processos de interlocução e diálogo entre povos indígenas e governo, que merecem ser divulgados.  Ainda no evento, a RCA pretende difundir as principais contribuições que enviou, em fevereiro de 2018, para o estudo temático sobre o Direito de Consulta e Consentimento Livre, Prévio e Informado que está sendo realizado pelo Mecanismo de Expertos sobre Direitos dos Povos Indígenas da ONU.

Participam do evento Ianukula Suyá (ATIX), Leiliane Juruna (Volta Grande do Xingu), Érika Yamada (Experta/EMRIP), Biviany Rojas Garzón (Advogada/ISA) e Luís Donisete Benzi Grupioni (Antropólogo/Iepé e RCA), além da relatora da ONU sobre Povos Indígenas, Victória Tauli Corpuz.

RCA inicia a Segunda Turma da Formação em Mudanças Climáticas e Incidência Política

 

Dos dias 29 de maio a 04 de junho, foi realizado no Centro Cultural Brasília o Módulo I da Segunda Turma de lideranças indígenas da Formação em Mudanças Climáticas e Incidência Política, promovida pela RCA, com coordenação do Instituto Socioambiental (ISA) e apoio da Rainforest da Noruega (RFN) e da Fundação Nacional do Índio (FUNAI). Composta por 23 representantes indígenas das 10 organizações indígenas da RCA (AMAAIAC, AMIM, Apina, ATIX, CIR, FOIRN, Hutukara, OGM, OPIAC e Wyty Cate) e por 02 representantes indígenas convidados da Câmara Técnica de Mudanças Climáticas do Comitê Gestor da PNGATI (representantes da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Mato Grosso/FEPOIMT e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco/CBHSF), esta turma contou com a participação de distintos povos dos biomas da Floresta Amazônica e Cerrado: Baré, Baniwa, Gavião, Huni kui, Kaiabi, Kalapalo, Karipuna, Katukina (Noke kui), Krikati, Macuxi, Mayuruna, Nukini, Pankará, Puyanawa, Umutina-Balatiponé,  Wajãpi, Waurá, Yanomami e Yekuana.

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Carta pública contra o loteamento político da Fundação Nacional do Índio e o desmonte da política indigenista

Os servidores da Fundação Nacional do Índio – FUNAI se posicionam publicamente durante audiência no Congresso Nacional no dia 12 de junho contra o loteamento político da FUNAI e os retrocessos da política indigenista promovidos pelo atual Governo. Através de uma carta pública, apoiada por várias organizações indígenas e indigenistas, entre elas a RCA, assim como algumas de suas organizações membro, denunciam o sucateamento e loteamento político do órgão, a desvalorização do corpo técnico e os ataques aos direitos indígenas, cobrando uma reversão neste processo.

Click aqui para acessar o documento.

 

No dia mundial do meio ambiente, organizações da sociedade civil denunciam medidas do Governo Temer e de sua base no Congresso Nacional que agridem os povos indígenas e seus territórios

Diante dos ataques programados pelo governo ilegítimo do presidente Michel Temer e sua base de sustentação no Congresso Nacional contra os direitos fundamentais dos povos indígenas, nós, organizações da sociedade civil abaixo assinadas, neste dia mundial do Meio Ambiente, alertamos a opinião pública nacional e internacional e manifestamos o nosso mais veemente repúdio às inconstitucionais medidas administrativas e iniciativas legislativas que estão atualmente em curso  e se destinam a violar direitos fundamentais dos povos indígenas e a usurpar seus territórios tradicionais.

Governo e parlamentares, em mais uma aliança espúria e com interesses eleitoreiros, querem enfiar goela abaixo empreendimentos com impactos significativos nos territórios indígenas, valendo-se de atos ilegais que afrontam a legislação nacional e internacional – a Constituição Federal e a Convenção 169 da OIT – que assegura aos povos indígenas o direito ao usufruto exclusivo de seus territórios e o direito de consulta livre, prévia e informada a respeito de quaisquer medidas administrativas e legislativas que os os afetem.

Faz parte dessa ofensiva a proposta de enquadrar, por meio de um decreto, como “empreendimento de relevante interesse da Política de Defesa Nacional“ a proposta de construção da linha de transmissão de energia elétrica que ligaria Manaus (AM) a Boa Vista (RR) cortando aTerra Indígena Waimiri-Atroari num percurso de 125 km.

Com essa medida, querem construir o empreendimento sem consultar esse povo indígena que já foi massacrado pela Ditadura Militar entre os anos 60 e 70 do século passado – justamente pela implantação de obras mediante severa violação de direitos fundamentais, como denunciado pela Comissão Nacional da Verdade. A tentativa do Governo Temer, capitaneada pelo atual investigado Ministro das Minas e Energias, Moreira Franco, reforça práticas de Estado de exceção e poderá impactar, daqui para frente, outras terras e povos indígenas do país.

Além disso, numa atitude cínica, ao  decidir retomar o funcionamento do Conselho Nacional de Política Indigenísta (CNPI) – reivindicado pelo movimento indígena, inclusive no Acampamento Terra Livre 2018 –, o atual governo quer priorizar  a regulamentação da Convenção 169 da OIT, proposta recusada pelos povos indígenas já no anterior governo por considerarem que se trata de norma – ratificada pelo Brasil em 2004 – de eficácia plena, com aplicação direta e com efeito vinculante, afrontada por instrumentos claramente inconstitucionais, de autoria da  Advocacia Geral da União (AGU), como a Portaria 303/2013 e  o Parecer 001/2017.

No Congresso Nacional tramitam dezenas de iniciativas anti-indígenas. Preocupa gravemente o que o Ministério Público Federal (MPF) classificou como ‘‘contrabando legislativo‘‘ou ‘‘jabuti“, vedado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), referindo-se ao oportunismo de parlamentares que, às custas dos povos indígenas e do meio ambiente, pretendem inserir emendas legislativas em Medidas Provisórias (MP) sem relação com o seu conteúdo.

É o que acontece agora com a MP 820/2018, que trata do acolhimento de migrantes em situação de vulnerabilidade resultante de crise humanitaria. O relatório aprovado pela comissão mista, de autoria do deputado federal e candidato à reeleição pelo estado de Roraima, Jhonatan de Jesus (PRB), inclui emendas inconstituionais, sem relação com a temática principal, destinadas a promover alterações na legislação que rege o licenciamento ambiental para restringir o direito de consulta aos povos indígenas, garantido pela Convenção 169.

Considerando a diversidade de povos indígenas e os distintos contextos socioculturais do país bem como as normas que garantem o direito de consulta, a legislação ambiental vigente e as decisões judiciais nacionais e do sistema interameriano que determinam a realização da consulta conforme a Convenção 169, as propostas ou “jabutis” em questão são inconstitucionais e, portanto, devem ser rejeitadas pelo Congresso Nacional. Por isso as organizaçoes ora signatárias exigem dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal que façam uso da prerrogativa de retirar, de ofício, os referidos contrabandos legislativos presentes no relatório da MP 820/2018.

Também demandamos ao presidente da Câmara dos Deputados e ao presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) que retirem da pauta de votação desta Comissão o Projeto de Lei (PL) 490/2007, em cuja tramitação o relator, deputado ruralista Jerônimo Goergen (PP/RS), propõe a aprovação do Substitutivo ao PL 6818/2013.

A proposta ruralista estabelece uma série de dispositivos que inviabilizam a demarcação das terras indígenas, atropelando uma prerrogativa do Executivo, facilitam empreendimentos e a exploração de bens naturais em terras indígenas e suprimem o direito dos povos indígenas à consulta garantida pela Convenção 169 da OIT. Jerônimo Goergen ainda pretende alterar a Lei 6.001/1973 (“Estatuto do Índio”) com a inclusão da tese do marco temporal, segundo a qual os povos indígenas só teriam direito à demarcação das terras que estivessem sob sua posse em 5 de outubro de 1988, tornando lei partes doinconstitucional Parecer 001/2017 da AGU, refutado insistentemente pelo movimento indígena e seus aliados, que exigem a sua revogação

A continuidade da tramitação dessas medidas, e sua eventual aprovação, seja no Executivo, seja no Legislativo, configura frontal ataque aos direitos dos povos indígenas e ao meio ambiente, e representam a quebra do pacto Constituinte que reconheceu o caráter multiétnico e cultural do país e os direitos originários dos povos indígenas sobre suas terras tradicionais.

Basta de negociações espúrias que comprometem o futuro dos povos indígenas e de seus territórios!

Brasília – DF, 04 de junho de 2018.

Assinam o presente manifesto:

Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB
Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo – APOINME

Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste – ARPINSUDESTE

Articulação dos Povos Indígenas do Sul – ARPINSUL
AtyGuasu – Grande Assembleia Guarani

Comissão Guarani Yvyrupa – CGY
Conselho Indigenista Missionário – CIMI

Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB
Conselho Terena

Centro de Trabalho Indigenista – CTI
Greenpeace
Instituto Internacional de Educação do Brasil – IIEB

Instituto de Pesquisa e Formação Indígena – Iepé
Instituto Socioambiental – ISA

Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC

Instituto Sociedade, População e Natureza – ISPN

Rede de Cooperação Amazônica – RCA

Rede de Cooperação Amazônica

A RCA tem como missão promover a cooperação e troca de conhecimentos, saberes, experiências e capacidades entre as organizações indígenas e indigenistas que a compõem, para fortalecer a autonomia e ampliar a sustentabilidade e bem estar dos povos indígenas no Brasil.